quinta-feira, março 16, 2006

Vive la France

A juventude francesa está em guerra.
Nos últimos anos a França tem sido vítima da imbecilidade aguda, dos seus políticos e governantes.
Primeiro foi o alarme com a quase chegada ao poder do nazi Le Pen (se vos parece pouco, imaginem o que seria este fantoche a "brincar" com o arsenal de bombas atómicas, que este país, dito insuspeito possui ...).
Depois, mais recentemente foi o ministro do interior Sharkoski, a armar-se em durão e a pegar fogo aos bairros degradados, dos arredores das grandes cidades, onde habitam os franceses de 2ª e de 3ª ...
Agora foi o governo doutra besta qualquer, a produzir uma lei que permite o despedimento, sem justa causa, nem indemenização, de jovens até 26 anos !....
Como é possível ? Não existirá em França, alguma espécie de Constituição, que não permita a descriminação de qualquer cidadão, por motivo de idade ?
Como se diz a um jovem, que vai posto no olho da rua, porque é jovem ?
Como se pode hipotecar desta forma toda a juventude de um país ?
Que tipo de merda tem estes políticos na cabeça, em vez de cérebro ?
Será que os filhos destes políticos, também estarão sujeitos a esta lei ? Quem irá pagar as reformas destas bestas, quando a sua senilidade os levar a borrarem-se nas calças ?
E tudo isto se passa em França, o país da Liberté, Egalité e Fraternité !
Mas não é só a França, que preocupa. É também a Itália do palhaço Berlusconi .... é a Inglaterra do dental Blair ... para já não falar da América do atrasado mental Bush ...
A Democracia ocidental está a ficar atacada pela doença de Alzeihmer ....
Ninguém sabe, nem imagina o que virá a seguir ....

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Pois é, amigo João, toda esta gente a quem tu diriges os teus melhores elogios é precisamente a camarilha que logo condenou os tais cartoonistas e cedo se prontificou a pedir desculpa às bestas do Islão e a propor limitações à liberdade de expressão. Não deixa de ser curioso hein?
C.Marley

17/3/06 09:04  
Anonymous Anónimo said...

...Parece que há quem saiba o que vem a seguir. Vê no relatório da CIA sobre o mundo no ano de 2020 (http://www.cia.gov/nic/NIC_globaltrend2020.html). É claro que o mais impressionante não é aquilo que se diz mas, antes, a hidden agenda americana acerca da qual podemos especular. Como disse um célebre criminoso de guerra americano (Kissinger), o Projecto Forum de Davos ou a chamada "globalização" são apenas diferentes nomes para nos referirmos à hegemonia americana...
Um abraço
C.Marley

17/3/06 15:32  
Blogger JC said...

Chico
Três observações sobre os teus comentários:
--- Não compreendi o que querias dizer no primeiro, pois eu não elogiei ninguém, antes critico e bastante as posições destes políticos europeus:
--- Quanto ás caricaturas, esse assunto para mim já enjoa, pelo que não voltarei a falar dele ! preocupa-me mais outros temas mais nacionais, que eu denunciei, como o encerramento de escolas e centros de saúde, ou o abandono e desprezo a que foi votado o interior ! ... e lamento que esses temas não tenham merecido a atenção, dos meus comentadores !!!
--- Quanto ao que diz a CIA, não lhe atríbuo nenhuma credibilidade ... se acertarem tanto como no caso das armas de destruição maciça do Sadam, ou na busca do refúgio secreto do Bin Laden, então não vale sequer a pena ler os seu devaneios !!!
Um abraço.

17/3/06 20:22  
Anonymous Anónimo said...

Oh pá, os "melhores elogios" era ironia - devia ter posto aspas. Era só para dizer que estás a criticar ferozmente - e muito bem - uns governantes que, no tal caso que já enjoa, assumiram uma posição como a tua.
No que toca ao encerramento de escolas e centros de saúde e ao desprezo a que foi votado o interior, estou 100% contigo, apesar de não me ter manifestado. É uma tristeza, mas parece que é esse o preço do desmantelamento do aparelho produtivo nacional nos últimos 20 anos; o preço das decisões tomadas por políticos de vistas curtas; o preço que o capitalismo impõe ao "progresso" das regiões periféricas nesta nova ordem mundial... E bem vistas as coisas, a macrocefalia da região de Lisboa/vale do Tejo e a acentuada litoralização no norte e centro é um fenómeno que corrói o país desde a primeira vaga capitalista no século XVI. Depois dessa primeira Globalização (promovida pelos portugueses), o ouro do Brasil veio lixar tudo: criou-se uma classe dominante esbanjadora, atolada de luxos inúteis (enquanto os protestantes no norte e centro da Europa cultuavam os valores do esforço, trabalho, negócio)... e enfim, é o que sabe... A herança foi pesada e continuamos neste marasmo europeu que nos faz desprezar o que temos de melhor: a nossa riqueza paisagística, florestal, os nossos rios e as nossas praias... Os bimbos despejam entulho em toda a parte, na floresta surgem lixeiras e aterros sanitários, a criação de porcos mata os rios e horizonte... E tu e eu o que é que podemos fazer? Talvez esquecer que todos somos cumplices do sistema, com os nossos automóveis, o nosso modo de vida, a nossa impotência perante a força devastadora da besta capitalista que nos aliena da nossa própria humanidade... Que dizer, enfim, de um país irremediavelmente condenado...
Finalmente, quanto à cia e ao seu relatório, "acertaram" na destruição da jugoslávia e do Iraque. A seguir parece que vem o Irão... Aguardemos...
Abraço
C:Marley

17/3/06 22:09  
Anonymous RValador said...

Na cidade das barricadas, a irrupção das manifestações estudantis, com o seu jogo cruzado de pedras e gás lacrimogéneo da bófia, faz surgir recorrentemente na carola dos menos cuidadosos na análise e no espírito dos cronistas mais apressados, a imagem de um «novo Maio de 68». Por muito que isso convenha à linguagem imediatista de alguns meios de comunicação social, é evidente a diferença entre o «Maio de 68» e as mais recentes movimentações estudantis. Hoje, os estudantes exigem a revogação de uma lei que autoriza as empresas a despedir um jovem nos seus primeiros dois anos de trabalho. Afligem-se, ao mesmo tempo, com a proximidade dos exames que parece vir pôr em causa a continuidade da luta. Ao contrário dos seus pais-quase-avós, que se orgulhavam de permanecer à margem dos valores da «sociedade da abundância», os novos manifestantes querem ser «integrados» numa sociedade que os trata, já não como futuros doutores, mas sim como mão-de-obra descartável. Consciente ou inconscientemente, a ideia é entrar na onda do "métro-boulot-dodo" (metro-trabalho-sono), um slogan irónico de outrora que se torna cada vez mais um horizonte mais que não desprezível, dira mesmo desejável, para um juventude que descobriu a precariedade e a incerteza. Afinal, o que ficou da festa de 68? Não creio que grande coisa, por mais que nosso desejo de poesia queira ver o contrário...

20/3/06 14:25  
Blogger JC said...

Olá Rodrigo
Não percebi muito bem a tua posição.
Eu nunca comparei estas manifestações ao Maio de 68. Quem o faz são os jornais e as Tv's, desejosas de pôr rótulos em tudo.
Aqui o que está em jogo é muito simples: a discriminação abjecta que é exercida sobre os jovens (menores de 26 anos), que podem ser despedidos sem qualquer justificação, apenas porque são jovens !!!
É a sujeição nojenta aos interesses do capital e a humilhação indecente da juventude francesa.
Faz apenas o seguinte exercício: supõe que eras francês, tinhas menos de 26 anos e te preparavas para começar a ganhar a tua vida e a conquistar a tua independência. Como te sentirias ?

20/3/06 17:02  

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