domingo, novembro 26, 2006

Crina Bela ( A netnovela interactiva )


Malta, bora fazer uma novela !!!


O pessoal está farto de desgraças, crises e enredos !

Juntos vamos construir Crina Bela, a Netnovela mais intelectual deste imenso bananal !!!

Depois deste começo, mandem as vossas sugestões através dos comentários ... eu coloco-as no texto ...e vamos ver o que sai daqui !!!!

Participem já !!! Para vencer o ranço do quotidiano !!!!




Capítulo I



Aristóteles era o gafanhoto mais inteligente da horta do Bananal.

Gostava de caracóis, espanhóis, feijoada á Brasileira e era fã do Cristiano Ronaldo.

Era talentoso a Matemática, cobrava IVA de 5% e circulava em todas as SCUTS, sem pagar portagem.

Era brincalhão e entretinha a malta com as suas piadas e anedotas. Passeava numa praia perto do bananal e ás vezes encontrava coisas na areia...

Um dia encontrou um caranguejo, que por ali andava e perguntou-lhe o seu nome.

O outro respondeu:

-- Sou o Siri Azul (Callinectes sapidus), o meu nome cientifico "calli" quer dizer bonito em Grego, "nectes" é nadador e "sapidus" quer dizer saboroso, portanto sou um nadador bonito e saboroso. E tu, como te chamas?

-- Eu sou o gafanhoto migratório (Locusta migratoria) e ando sempre de terra em terra...

Estavam para ali naquela cavaqueira quando se aproximou o Boris, um escorpião sinistro e sorrateiro, ex espião do KGB, refugiado na margem de cá do rio.


--- Faz de conta que não me viram, sunsurrou o Boris, olhando para todos os lados ... estou aqui em missão secreta, da maior importância .
--- Aí, que horror, não nos vais atacar, por favor, implorou Aristóteles, cheinho de medo.
--- Não que jeito, exclamou o escorpião, eu não perco o meu tempo com simples gafanhotos e caranguejos ! A minha missão é outra : fui contratado para envenenar a Lurdinhas, aquela vaca maldita e antipática. Vou dar-lhe uma picada radioactiva, que vai desta para melhor ...
--- Mas que malvado, exclamou o Calli ... é verdade que ela é antipática e arrogante, mas assim nem para encher chouriços vai servir a pobre desgraçada ...

--- Não quero saber disso para nada, replicou o Boris, eu sou um profissional. E vou-me embora, que não me pagam para estar aqui no paleio. Vou cumprir a minha missão. E vocês não me viram, se não querem arranjar problemas !!!

Dito isto afastou-se apressadamente.

--Eu por acaso já conheço a Lurdinhas, diz o Calli. Aqui há um tempo deu-se uma cena comigo e com ela, fui caçar uns peixinhos para o almoço lá no lago da quinta bovina e vem de lá a senhora toda altiva e deu-me uma corrida. Segundo a Lurdinhas, toda assanhada, eu estava a invadir o território dela.

A ocorrência foi registada pelo comissário da polícia, aquele macaco que se chama Tó Zé, que ainda por cima diz que eu vou ter que pagar uma multa por ter invadido a privacidade dos bovinos. Já viram uma coisa destas?

O que ninguém sabia ou desconfiava, por enquanto, é que Calli trabalhava a mando de Lurdinhas como agente disfarçado. Apresentava-se simpático, e tomava partido dos companheiros, mas estava sempre à coca de novidades excitantes para contar à malvada Lurdinhas. E como tinha capacidades excepcionais de mobilidade, utilizava-as sempre que podia escapando-se de mansinho e com ligeireza a eventuais confrontos mais arriscados, fugindo ora para a esquerda ou direita.

Naquele dia, ao saír do escritório para ir desempenhar a sua sórdida missão, Cali tinha escutado uma conversa entre a Lurdinhas e o seu chefe, acerca da felicidade daqueles que, em conjunto, governavam:

Dizia-lhe o Chefe (que, por acaso, tinha por nome o mesmo de um boneco de madeira que tinha sido feito pelo célebre carpiteiro Gepeto e corrido o mundo inteiro, de feira em feira) :

- Vou atirar uma nota de 100 pela janela e fazer um dos meus súbditos feliz.

- Sr. Engenheiro, disse a Lurdinhas, não acha que era preferível atirar 2 notas de 50 e fazer antes 2 subditos felizes?

Enquanto isso, Calli ia limpando as pinças e pensando para com os seus botões - porque seria que iria alguém importar-se com a felicidade de entes inferiores a não ser por interesse próprio?

Joaquim, um percevejo mangas de alpaca que também ali trabalhava no escritório e cujas principais ocupações eram ofuscadas pela sua irreprimível necessidade de dar graxa ao engenheiro, adiantou-se ao que alguém mais pudesse dizer e sugeriu lá do seu infecto cantinho:

- Não faça isso, Sr. Engenheiro. Atire antes 20 notas de 5 que faz 20 subditos felizes!

Calli estava cada vez mais intrigado. Ele sabia que naquele escritório se tomavam decisões importantes para a horta do bananal e regiões adjacentes, mas nunca lhe tinha sequer passado pela cabeça que a felicidade dos subditos do engenheiro e da Lurdinhas tivesse alguma coisa a ver com essas decisões.

Entretanto, o tempo ia passando e Calli olhando para o Relógio, pos-se a pensar: - não é aqui a ouvir conversas destas que o meu trabalho vai paracer feito... por isso, ala que se faz tarde. Além disso, qualquer coisa em si lhe dizia que aquela conversa toda sobre felicidade ainda ia dar para o torto, com toda a gente a disputar a atenção do engenheiro e, ainda por cima, à custa da tentativa de encontrar a melhor das ideias para o ajudar a fazer os seus subditos felizes...

Assim sendo, Calli despediu-se da sua chefe e do Engenheiro, mal humurado e sempre de ouvido à coca, e abre a porta para se ir embora.Quando ia a saír ainda conseguiu ouvir o percevejo, danado para a graxa (que não era lá muito inteligente e nem sempre tinha tento na língua, saindo-lhe, às vezes, sem pensar da boca para fora as coisas mais inesperadas) dizer:

- Porque é que o senhor Engenheiro não se atira a si da janela para fora e, em vez de 20, faz dez milhões de subditos felizes?

Ora aí estava mesmo o que Calli queria ouvir. - Finalmente, aquele engraxador deu um "tiro no pé" - pensou, feliz da vida, já que ultimamente andava um pouco preocupado com a importância crescente que o percevejo mangas de alpaca ia ganhando no escritório. Como é que ele, Calli, que tinha para ali ido trabalhar altamente recomendado, podia dar a mesma graxa que o percevejo dava ao Engenheiro, quando tinha de andar sempre em serviço externo? A sua única esperança era que mais dia, menos dia a estupidez daquele bicharoco acabaria por se tornar notada, mas até lá...Ora agora, parecia que isso tinha finalmente acontecido, mas como Calli ia de saída, já não foi capaz de escutar o resto daquela conversa para ele absurda sobre a felicidade dos subditos .

Capítulo II

Vindo do lago vizinho surge então Scolari , um pato marreco grande amigo do gafanhoto Aristóteles.

--- Aristóteles, onde está você cara ... Aristóteles, não enxergo você em nenhum lado ... cai fora, que precisamos bater um papo ... seu safado !!!

Nada, o gafanhoto Aristóteles continuava escondido debaixo da madeira.

--- Aristóteles, tenho uma informação importante para você, aparece cara !!!

Assustado e olhando para todos os lados, o gafanhoto lá apareceu, saindo do esconderijo, debaixo da madeira.

--- Que raio, já um gajo não pode bater uma sorna descansada, que logo o vêem chatear, exclamou bocejando.

--- É importante cara, o que tenho para lhe dizer, o engenheiro libertou Pinochet e Aiatolah, os seu dois dobermans ... eles andam aí, cara ... não pode ser coisa boa !!!


Dito isto afastaram-se os dois, para lugar mais seguro, onde pudessem ficar mais protegidos.

Passado algum tempo encontraram a tartaruga Morgada, o ser mais incorruptível de todo o bananal, sempre em cruzada pela justiça e a legalidade.

--- Olá Morgada, estás boazinha, perguntou Scolari, como vai a família ?

-- Estão bons, eu é que estou para aqui furiosa, bufou a tartaruga, com ar de poucos amigos. Fui atacada por aqueles malditos dobermans, até me rasparam a casca com os dentes, se eu não tivesse metido a cabeça para dentro, tinham dado cabo de mim.

-- Realmente, já tinhamos ouvido falar que eles andavam aí, exclamou Aristóteles, olhando para todos os lados, mas o que será que esses malandros querem ?

-- Eu sei o que eles querem, afirmou a tartaruga, andam á procura do apito dourado .

-- Do apito dourado, tudo isto por causa de um simples apito, afirmou Scolari, com ar desdenhoso.

-- Não é um simples apito, exclamou Morgada, é um apito de ouro, que a hiena Loureiro, ofereceu ao engenheiro, pelo Natal. Para além disso, quem o apitar, consegue abrir todas as portas do Bananal .

-- E o engenheiro perdeu-o ? perguntou Aristóteles.

-- Não foi roubado, segundo dizem e agora o engenheiro quer recuperá-lo, a qualquer preço, para não perder o seu poder sobre todos os animais ...

-- E quem o roubou, cara, perguntou Scolari, com ar preocupado .

-- Não se sabe, uns dizem que foi o abutre Laden e seus capangas, outro dizem que foi o burro Busha e os seus marines, outros ainda dizem que foi a coruja Louçã ... mas na realidade acho que ninguém sabe ao certo. É por isso que os doberman do engenheiro andam aí doidos a incomodar todo o mundo.

-- Temos que procurar um local seguro, afirmou Aristóteles, vamos embora daqui, este é um sítio muito exposto.

-- O ùnico local seguro é a ilha do castor Gandi, no meio do rio, afirmou o pato Scolari, monte aqui nas minhas costas, Aristóteles, que eu levo você até lá.

E assim fizeram, despediram-se da tartaruga Morgada e Scolari levantou voo, até ao rio, levando o gafanhoto Aristóteles, agarrado firmemente ás suas penas.

( CONTINUA)

NÃO CONTINUA : a Crinabela era suposto ser uma novela interactiva !, ou seja não era para ser escrita só por mim, mas sim em colaboração com os leitores do meu blog. Pura ilusão !!! Tirando algumas raras excepções, não houve contribuições que permitissem continuar a história. O que falhou ? não sei bem . Das duas uma, ou a história não prestava, não despertando assim interesse, que levasse á participação de outras pessoas ... ou então já ninguém lê este blog ...

De futuro vou deixar para trás a "utopia" da interactividade e não farei mais histórias com continuação, ou em episódios.

7 Comments:

Anonymous Celia luz said...

Era brincalhão e entretinha a malta com as suas piadas e anedotas. Passeava numa praia perto do bananal e ás vezes encontrava coisas na areia...

28/11/06 21:28  
Anonymous Celia Luz said...

... um dia encontrou um caranguejo, que por ali andava e perguntou-lhe o seu nome. O outro respondeu: - Sou o Siri Azul (Callinectes sapidus), o meu nome cientifico "calli" quer dizer bonito em Grego, "nectes" é nadador e "sapidus" quer dizer saboroso, portanto sou um nadador bonito e saboroso. E tu, como te chamas? Eu sou o gafanhoto migratório (Locusta migratoria) e ando sempre de terra em terra...

1/12/06 21:00  
Anonymous Anónimo said...

Eu por acaso já conheço a Lurdinhas, diz o Calli. Aqui há um tempo deu-se uma cena comigo e com ela, fui caçar uns peixinhos para o almoço lá no lago da quinta bovina e vem de lá a senhora toda altiva e deu-me uma corrida. Segundo a Lurdinhas, toda assanhada, eu estava a invadir o território dela. A ocorrência foi registada pelo comissário da polícia, aquele macaco que se chama Tó Zé, que ainda por cima diz que eu vou ter que pagar uma multa por ter ivadido a privacidade dos bovinos. Já viram uma coisa destas?

7/12/06 16:12  
Anonymous Anónimo said...

O que ninguém sabia ou desconfiava, por enquanto, é que Calli trabalhava a mando de Lurdinhas como agente disfarçado. Apresentava-se simpático, e tomava partido dos companheiros, mas estava sempre à coca de novidades excitantes para contar à malvada Lurdinhas. E como tinha capacidades excepcionais de mobilidade, utilizava-as sempre que podia escapando-se de mansinho e com ligeireza a eventuais confrontos mais arriscados, fugindo ora para a esquerda ou direita.
paula_((( : P

7/12/06 17:51  
Anonymous rvalador said...

Naquele dia, ao saír do escritório para ir desempenhar a sua sórdida missão, Cali tinha escutado uma conversa entre a Lurdinhas e o seu chefe, acerca da felicidade daqueles que, em conjunto, governavam:

Dizia-lhe o Chefe (que, por acaso, tinha por nome o mesmo de um boneco de madeira que tinha sido feito pelo célebre carpiteiro Gepeto e corrido o mundo inteiro, de feira em feira) :
- Vou atirar uma nota de 100 pela janela e fazer um dos meus súbditos feliz.
- Sr. Engenheiro, disse a Lurdinhas, não acha que era preferível atirar 2 notas de 50 e fazer antes 2 subditos felizes?
enquanto isso, Calli ia limpando as pinças e pensando para com os seus botões - porque seria que iria alguém importar-se com a felicidade de entes inferiores a não ser por interesse próprio?
Joaquim, um percevejo mangas de alpaca que também ali trabalhava no escritório e cujas principais ocupações eram ofuscadas pela sua irreprimível necessidade de dar graxa ao engenheiro, adiantou-se ao que alguém mais pudesse dizer e sugeriu lá do seu infecto cantinho:
- Não faça isso, Sr. Engenheiro. Atire antes 20 notas de 5 que faz 20 subditos felizes!
Calli estava cada vez mais intrigado. Ele sabia que naquele escritório se tomavam decisões importantes para a horta do bananal e regiões adjacentes, mas nunca lhe tinha sequer passado pela cabeça que a felicidade dos subditos do engenheiro e da Lurdinhas tivesse alguma coisa a ver com essas decisões.
Entretanto, o tempo ia passando e Calli olhando para o Relógio, pos-se a pensar: - não é aqui a ouvir conversas destas que o meu trabalho vai paracer feito... por isso, ala que se faz tarde.
Além disso, qualquer coisa em si lhe dizia que aquela conversa toda sobre felicidade ainda ia dar para o torto, com toda a gente a disputar a atenção do engenheiro e, ainda por cima, à custa da tentativa de encontrar a melhor das ideias para o ajudar a fazer os seus subditos felizes...
Assim sendo, Calli despediu-se da sua chefe e do Engenheiro, mal humurado e sempre de ouvido à coca, e abre a porta para se ir embora.
Quando ia a saír ainda conseguiu ouvir o percevejo, danado para a graxa (que não era lá muito inteligente e nem sempre tinha tento na língua, saindo-lhe, às vezes, sem pensar da boca para fora as coisas mais inesperadas) dizer:

- Porque é que o senhor Engenheiro não se atira a si da janela para fora e, em vez de 20, faz dez milhões de subditos felizes?

Ora aí estava mesmo o que Calli queria ouvir.
- Finalmente, aquele engraxador deu um "tiro no pé" - pensou, feliz da vida, já que ultimamente andava um pouco preocupado com a importância crescente que o percevejo mangas de alpaca ia ganhando no escritório. Como é que ele, Calli, que tinha para ali ido trabalhar altamente recomendado, podia dar a mesma graxa que o percevejo dava ao Engenheiro, quando tinha de andar sempre em serviço externo? A sua única esperança era que mais dia, menos dia a estupidez daquele bicharoco acabaria por se tornar notada, mas até lá...
Ora agora, parecia que isso tinha finalmente acontecido, mas como Calli ia de saída, já não foi capaz de escutar o resto daquela conversa para ele absurda sobre a felicidade dos subditos

13/12/06 17:06  
Anonymous Anónimo said...

(olá a todos!
João será q não podes pôr a letra no tamanho q tinhas antes? Esta q estás a usar no conto/netnovela é mais usada para subtítulos e chata de ler assim em texto corrido. Bjinhos.paula ((( : P)

15/12/06 12:23  
Anonymous Anónimo said...

Para todos os que participam e mantém este blog,
Um Santo e Feliz Natal!!!!

Paulo

24/12/06 15:24  

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